
Ivan Mazuze

Foto: Edmar Martins
Ivan Mazuze afirma-se como uma voz fundamental no world jazz, um compositor e saxofonista de renome internacional que entrelaça de forma magistral o riquíssimo património africano com o espírito inovador do jazz contemporâneo. Natural de Moçambique e atualmente radicado na Noruega, o seu percurso artístico é marcado por uma profundidade académica, visão empreendedora e uma ressonância global.
A sua formação académica, que inclui um mestrado em Etnomusicologia pela Universidade da Cidade do Cabo, sustenta uma prática artística tanto intuitiva como intelectual. Esta dupla perspetiva lançou as bases para uma carreira prolífica, impulsionada decisivamente pela vitória no Old Mutual Jazz Competition em 2002. Mazuze rapidamente estabeleceu a sua própria empresa de produção, culminando no álbum de estreia seminal, Maganda (2009). O trabalho consagrou um novo talento, conquistando prémios como o South African Music Award de Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo e dois Prémios de Música Moçambicana.
Desde então, Mazuze consolidou a sua reputação através de uma série de álbuns aclamados pela crítica. Cada projeto—de Ndzuti (2012) e Ubuntu (2015) a Moya (2018)—explora novas geografias sonoras mantendo-se fiel a uma identidade africana. O seu trabalho mais recente, Penuka (2024), representa uma síntese ousada, integrando influências árabes e indianas em ritmos africanos e improvisação jazzística, sendo elogiado pela sua ambição artística.
Como performer, tem cativado audiências nos principais festivais mundiais, do Oslo Jazz Festival e Copenhagen Jazz Festival ao WOMEX e Havana International Jazz Festival. As suas colaborações incluem nomes lendários do jazz global, como Hermeto Pascoal e Omar Sosa.
Para além dos palcos, Mazuze é um reconhecido arquiteto cultural. Foi fundamental na promoção do diálogo através de iniciativas como o Dia Internacional do Jazz e ocupa cargos de influência, como membro do conselho do Cosmopolite Scene (Oslo), consultor do Arts Council Norway e membro do comité artístico do Fórum Norueguês de Jazz. Sendo recipiente de numerosas bolsas e subsídios, o seu trabalho é consistentemente apoiado pelas principais instituições culturais norueguesas.
